terça-feira, 28 de junho de 2011

SONETO II

Quero o cetro de algum morto profeta,
quero o pó das velhas gavetas,
os chinelos de madrastas bregas
e ordenhar o Signo das Tetas,
um quebranto numas mesas velhas,
dois sofrer e à boca uma chupeta
sobre a pele do que não atesta
do que à bunda foram-me bochechas.
Sem querer da vida o amargo verme,
da tua boca o que não mais me serve,
da tua lembrança algum novo sofrer,
um querer-me sem o que foi meu
na função do mesmo eterno Deus
na crendice às vezes que não crer.

(Anderson Costa)

Um comentário:

  1. "...na crendice às vezes que não crer." adorei!
    enfim, um blog de Arte. ;D
    beijo!

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